Um sábio indiano certa vez escreveu que o segredo da felicidade é “vida simples, pensamento elevado".
25.7.12
Os 11 sintomas depaz interior.
(Medite em cada um deles e sinta a força que emana de seu coração)
1. Perda de interesse em conflito.
2. Ataques frequentes de sorrir.
3. Esmagadores ataques freqüentes de apreciação.
4. Perda de desejo de julgar os outros.
5. Capacidade inconfundível de apreciar cada momento.
6. Tendência a pensar e agir espontaneamente ao invés de
medo baseado na experiência do passado..
medo baseado na experiência do passado..
7. Perda de interesse em interpretar as ações dos outros.
8. Perda da capacidade de se preocupar (um sintoma grave).
9. Sentimentos satisfeitos de conexão para com o outro e da natureza.
10. Aumentando a susceptibilidade a amor prorrogado por
outros, bem como uma incontrolável vontade de estendê-lo.
11. Tendência crescente para deixar as coisas acontecerem
ao invés de fazer as coisas acontecerem.
Saúde e paz!
19.7.12
Feng Shui para uma vida melhor.
|
FENG SHUI
PARA UMA VIDA MELHOR
Uma mensagem da Irmandade de Luz canalizada por Edna G. Frankel, em 4 de julho de 2010
Saudações da
Irmandade de Luz, queridos! Estamos emocionados e encantados por
compartilharmos estas energias com vocês hoje, qualquer que seja o
momento presente em que cada um se encontre. Esta mensagem vem a
vocês como um chamado direto à ação – está na hora de iniciarem a
ação positiva! Tanto sua vida interior quanto sua vida exterior
precisam ser limpas e curadas em preparação para os momentos
interessantes que virão. Portanto, não se atrasem, pois o tempo está
passando rápido demais! Suas bases precisam ser seguras e fortes.
Referimo-nos aos seus lares, seus trabalhos e seus corpos também!
Vemos que muitos trabalhadores da Luz têm dificuldade em estar no momento presente do agora. Os sensitivos, aqueles que sentem as novas vibrações, geralmente se encontram em um estado mental neutro, como observadores do que está acontecendo ao redor deles e, ao mesmo tempo, participam desses acontecimentos. Alguns já estão achando doloroso demais tomar parte no caos emocional que vem reinando entre as pessoas. Sim, isto logo se intensificará! À medida que seus sentidos se expandem mais e mais em direção aos planos não-físicos, vocês começam a perceber que podem discernir os pensamentos e/ou emoções das pessoas. Ou poderão ouvi-las pensar uma coisa e dizer o contrário. Em qualquer dos casos, pratiquem a diplomacia! Nas interações não-físicas, existe um significado muito diferente para “privacidade”, que todos vocês devem aprender a reconhecer e sustentar. As pessoas frequentemente “transmitem” emoções através dos seus pensamentos ou da linguagem dos seus corpos. Em sociedades telepáticas, é apropriado pedir permissão, ou “bater à porta” e esperar antes de penetrar a mente de alguém. Literalmente, a telepatia abre as pessoas para compartilharem pensamentos e emoções, e isto pode ser uma conexão bastante íntima. Fazer isto sem permissão é considerado uma intromissão do mais alto grau. Entrar à força na mente de alguém é considerado algo equivalente a um estupro. Bisbilhotar os pensamentos de alguém é uma ação criminosa. Todas estas coisas carregam carma negativo. Então, em todas as questões telepáticas, sempre se lembrem de “baterem na porta”, se identificarem e esperarem pela permissão para se comunicarem. Conforme as energias se intensificam, todos vocês vão se tornando mais intuitivos, mais sensíveis e mais perceptivos. O mais importante agora é que cada um equilibre e simplifique sua vida. Neste processo, poderão perceber que alguns dos seus objetivos prioritários parecem menos importantes. Sim, à medida que seus sentidos se expandem, suas prioridades certamente vão mudando. Parabéns! Vocês estão adquirindo a neutralidade espiritual e tornando-se verdadeiros mestres na criação da sua nova realidade. Muitas pessoas passam tempo demais se preocupando com a Mudança das Eras. É melhor gastar o tempo e a energia em coisas mais importantes! Este é o nosso ponto de vista sobre isso – todos vocês se sentirão muito aliviados quando as energias pararem de mudar! Sim, queridos, lembrem-se que o dia 21-12-2012 é o fim da Mudança do Milênio. Nós lhes demos a explicação de toda uma lista de sintomas de “Pré-Ascensionite”, em um artigo do mesmo nome, publicado no Sedona Journal, mas revisaremos alguns deles aqui para vocês. Algumas pessoas estão sofrendo de problemas de memória relacionada a eventos recentes. Mas isto é uma função das novas energias que faz com que vocês tenham dificuldade para processar os pensamentos de um modo linear, como estavam acostumados a fazer. Dislexia e confusão de letras ou números estão se tornando mais comuns, assim como se esquecer do que se estava dizendo, no meio de uma frase! A mudança dos padrões de sono é um outro bicho-papão para muitas pessoas, assim como a mudança dos padrões de alimentação. Por quê? Como o tempo está diminuindo, seus corpos estão reagindo de modo diferente do que reagiam no passado. Com isto queremos dizer que, se cada hora agora está passando em meia hora, vocês agora estão com um dia de doze horas. No passado, seus corpos estavam acostumados a três refeições em 24 horas, acompanhadas por oito horas de sono. Agora, a maioria das pessoas só consegue digerir duas refeições por dia, o que faz sentido para um dia de doze horas de duração. Em outras palavras, seus relógios estão enganando suas mentes, fazendo-as pensar que vocês ainda estão vivenciando um dia de 24 horas, enquanto seus corpos estão sendo sobrecarregados pela compressão do tempo. Portanto, neste momento vocês precisam de sono extra – cerca de dez horas por dia – e menos comida! Com sempre, sigam os sinais de seus corpos, comam quando tiverem fome, parem quando estiverem satisfeitos e descansem quando estiverem cansados. Queridos, em textos anteriores nós explicamos que, próximo ao final da mudança, ocorreriam mais mortes e doenças. A geração dos pais das crianças nascidas no período pós-guerra (entre 1946 e 1964) começou a voltar aos planos não físicos. Sim, eles estão chegando aos 80 ou 90 anos, o término natural de seu ciclo de vida. Mas, como são os que têm os maiores bloqueios, a maioria optou por deixar o planeta antes da mudança. Por isto, vocês verão muitas mortes ao seu redor nos próximos anos, pois este ciclo natural aumentou com as pressões das energias mais intensas. Estas mudanças aceleradoras se refletirão em pessoas de todas as idades, que poderão adoecer inesperadamente, com problemas crônicos que agora se recusam a ficar ocultos. Adolescentes estão sendo vítimas de padrões de vidas passadas que não têm tempo de se tornar crônicos antes de se manifestarem em toda a sua intensidade. Jovens adultos estão sendo vítimas de desilusão e desespero, ao se defrontarem com um mundo caótico que eles não estão prontos para enfrentar. Os aspectos de desequilíbrio mais predominantes, que pessoas de todas as idades estão enfrentando, são exaustão e depressão. De fato, todos vocês estão atravessando os tempos de “cozimento sob pressão” dos últimos instantes que precedem a mudança final. Ah, mas a boa notícia é que isso está quase acabando! E do jeito que o tempo está se acelerando agora, os últimos anos da mudança passarão muito rapidamente. É por isto que os avisamos, no começo desta mensagem, que este é um chamado para a ação! É o momento de limpar e equilibrar todos os níveis da sua vida, desde o nível interno, espiritual e celular, até o nível externo, sua casa e o jardim que a rodeia. Para que cada um de vocês tenha uma percepção rápida do ponto em que se encontra neste processo, pedimos que vá lá fora e dê uma boa olhada no seu carro. Ele está limpo e arrumado? As ferramentas estão no lugar certo, há um bom pneu sobressalente no seu porta-malas? Você passou o aspirador no interior dele, nos últimos anos? Limpou os vidros? Sim, hoje em dia há pouco tempo para se conservar um carro apropriadamente, mas este é o ponto – você deve tomar um tempo para cuidar de todos os detalhes físicos da sua vida, ou sua qualidade de vida se deteriorará. Se já estiver ocupado cuidando da sua família, do seu trabalho, do seu corpo, da sua casa e do seu jardim… bem, então abençoe o seu carro desorganizado e sujo e vá em frente! Mas, se o seu automóvel for um espelho do resto da sua vida, então está na hora de começar a faxina! Não pretendemos julgá-lo nesta questão; isto é apenas um exemplo. Por favor, não se impressione com todas estas informações. Faça um pouco a cada dia e depois aproveite o descanso! Uma mudança visível que você faça pode ser realmente edificante e inspiradora. É por isto que gostaríamos de falar sobre Feng Shui, para dar uma estrutura energética aos seus objetivos físicos. Em um trabalho anterior do Círculo da Graça, nos concentramos em como obter e manter um bom equilíbrio da saúde interna. Neste texto gostaríamos de usar o Feng Shui como um exemplo de como equilibrar as energias à sua volta, como fazer com que as correntes de energia fluam graciosamente através e ao redor do seu lar. Por quê? As energias que estão chegando ao seu planeta nestes tempos de mudança vão afetá-lo em todos os níveis do seu ser – físico, emocional, mental e espiritual (FEME). No material do Círculo da Graça, nós o ensinamos a tomar conta desses quatro níveis do seu corpo. Aqui nós indicamos um paralelo energético para a sua vida exterior, de modo a alcançar harmonia e paz dentro da sua casa e ao redor dela. Feng Shui é a arte chinesa de viver em harmonia com a natureza. [Nota da autora: Existe uma prática semelhante na cultura dos Nativos Americanos, bem como de outras raças indígenas] Feng Shui (pronuncia-se Fang Chuei) é a antiga arte chinesa de equilibrar os fluxos de energia, dentro e ao redor da sua casa, harmonizando-os com as forças naturais do tempo e com a topografia do entorno. Uma tradução simples e literal é “Vento e Água”. O Feng Shui foi criado há mais de 3.000 anos, antes da bússola magnética. Combinando as observações astronômicas do nascer e pôr do sol, eles calcularam a direção do Norte verdadeiro. Isto orientava “a localização mais auspiciosa” dos projetos dos seus edifícios, desde cidades cercadas por muralhas, até casas e tumbas. Existem muitas fontes excelentes disponíveis, sobre a história e evolução desta prática chinesa notável. Vamos resumir os pontos principais para lhes apresentar algumas coisas simples e fáceis que vocês podem fazer para criar mudanças em suas vidas. Cada vez mais, vocês perceberão essas mudanças em suas casas e jardins como uma sensação física de cura, equilíbrio e bem-estar. A maioria das pessoas está familiarizada com o símbolo do Yin e Yang, onde duas formas curvas entrelaçadas formam um círculo. Sabem qual lado é masculino e qual é feminino? Yin representa a energia feminina, vista aqui como preta e passiva. Yang é a energia masculina, branca, vibrante e ativa. Ao criarem seus espaços sagrados, é importante que haja um equilíbrio entre luz e sombra na decoração de cada aposento. Quando há muita sombra, a energia estanca e estagna. Quando há luz demais, os fluxos de energia se rompem e se dispersam. A mobília deveria ser de um tamanho adequado ao espaço; grande demais ou pequena demais não é um bom Feng Shui. Sim, trata-se de equilíbrio! O que mantém os fluxos de energia em movimento? Os chineses acreditam que uma atração constante entre as forças Yin e Yang energiza o chi. Como essas forças são opostas e complementares, o equilíbrio entre as duas resultará num espaço harmonioso para se viver. Enquanto a medicina chinesa trabalha no corpo físico para equilibrar a polaridade Yin-Yang, o Feng Shui se concentra em alinhar um edifício, um local para cerimônias, uma casa ou uma cidade, com os campos de força Yin-Yang da Terra. Sim, como é no interior, é também no exterior! (Risos – desculpem, não pudemos resistir ao trocadilho.) O Feng Shui associa as cinco direções (o interior ou centro sendo a quinta) com as cinco forças principais ou elementos, que os chineses antigos identificavam como terra, água, madeira, metal e fogo. Estas forças podem ajudar umas às outras (como a água para uma planta, que representa a madeira ou terra) ou podem anular umas às outras (como a água contra o fogo). Cada um de vocês poderá se divertir descobrindo maneiras de trazer mais harmonia à sua casa! Se, por exemplo, a pia da sua cozinha estiver perto do fogão, uma tigela de madeira cheia de frutas ou um recipiente de cerâmica para os utensílios de cozinha podem funcionar como um amortecedor entre as forças da água e do fogo. Para harmonizar a Área dos Relacionamentos da sua casa (o canto direito da parte de trás), tente colocar uma vela vermelha e uma vela branca (novas, por favor!) no parapeito de uma janela ou numa prateleira. Você pode incorporar ao seu espaço tantas mudanças quanto desejar. Às vezes o acréscimo ou a mudança de uns poucos elementos decorativos podem melhorar o fluxo de energia no aposento inteiro. Se você e seu companheiro/a forem do mesmo signo, podem incrementar a paz e a harmonia no seu quarto de dormir pendurando um sino de vento chinês no canto dos Relacionamentos, ou um móbile de papel ou madeira. Elementos decorativos feitos para ficarem pendurados ao vento trazem energia positiva e afastam energia negativa. Existem listas e gráficos no Feng Shui que o ajudarão a determinar sua direção pessoal, isto é, a melhor direção para você, assim como seu número essencial, a orientação da sua casa, e até mesmo quais as áreas de mais sorte para você. Caso esteja tendo problemas para dormir, tente orientar a sua cama de modo que sua cabeça fique voltada para sua direção mais auspiciosa. Tenha em mente que esta não é uma cura garantida, mas à medida que você se tornar mais sensível aos fluxos de energia, começará a sentir a diferença! O que estamos oferecendo são ferramentas que se tornarão importantes quando o não-visível se tornar visível. Por favor, preste atenção ao mapa do Baguá. Considere como porta da frente aquela que seja mais usada para entrar e sair da sua casa. Sim, pode ser a porta dos fundos ou a lateral; você deve fazer algumas concessões para coisas materiais que não se ajustem perfeitamente ao trabalho de Feng Shui. Em outras palavras, não se preocupe com os detalhes! Muitas pessoas têm a garagem no canto esquerdo da casa, que é a Área do Conhecimento e Sabedoria. O que fazer? Mantenha sua garagem limpa para sustentar a clareza mental. Encontre um cantinho para colocar alguns livros e uma vela, por exemplo, para reverenciar a energia daquele espaço. E quando alguma coisa estiver incomodando-o, você sempre pode falar conosco na sua garage! (estamos só brincando – para se conectar com o Espírito, simplesmente feche os olhos) No Feng Shui, objetos quebrados ou lascados, fios elétricos expostos e até mesmo montes de lixo deixados nos lugares errados podem interromper os graciosos fluxos de energia que atravessam sua casa. Do mesmo modo, a aplicação dos princípios do Feng Shui no seu jardim ajudará a sustentar seus esforços na vida, em vez de ter um efeito negativo. O canto esquerdo dos fundos do seu quintal é a Área da Riqueza. O seu está cheio de ervas daninhas e galhos quebrados? Opa! O meio do lado esquerdo é a Área da sua Saúde – está na hora de se livrar daquela árvore morta que está lá! O canto esquerdo da frente é sua Área do Conhecimento e Sabedoria. Você pode plantar algumas flores ali, acrescentar um banco, e pronto! Um bonito espaço externo para se sentar e bater um papo conosco. Se jardinagem for um dos últimos itens da sua lista de prioridades, por favor pense de novo! Jardinagem também é importante! Você tendo ou não um jardim, esperamos que possa encontrar um canto ensolarado para pendurar um vaso cheio de morangos, por exemplo. Plante algumas ervas em vasos e coloque-os no parapeito da janela da sua cozinha. Divirta-se observando-as crescerem e experimente um sabor mais fresco por tê-las cultivado você mesmo! Plantar um jardim vai melhorar a sua vida de muitos modos. Ar fresco, sol e exercícios também fazem parte do processo de crescimento, querido. Se você se der um tempo para passar uns momentos ao ar livre, sentir-se-á melhor e se adaptará melhor às energias que estão se elevando. Se você se sentir aéreo ou não aterrado, vá lá fora e sente-se na grama. Faça alguns exercícios de ancoramento na Terra, ao ar livre. Este é o melhor lugar para reafirmar e reforçar suas visualizações de aterramento! Como sempre, nosso propósito principal é lhes oferecer novos modos de enxergar sua realidade, novas ferramentas para ajudá-los a alcançar seu destino final. Sim, quanto mais vocês sabem, mais alto podem ir! Usamos o Feng Shui como um exemplo de como manipular os fluxos de energia ao seu redor para o bem mais elevado. Ele também é um ótimo exercício para vocês verem ou sentirem o invisível e depois fazerem uma mudança positiva! Por enquanto, muitos de vocês conseguem diferenciar uma poça de energia negativa estagnada de um fluxo de energia limpa, positiva. Logo mais, cada um de vocês terá todo o seu ser transformado num receptor FEME, não só de coisas físicas como também de não-físicas. À medida que sua consciência áurica for crescendo, cada um de vocês terá que ajustar sua vida para se adaptar as novas necessidades do seu corpo. Mesmo que passe apenas alguns minutos por dia arrumando alguma coisa aqui e ali, isto já o fará sentir-se fisicamente melhor. Por favor, não adiem isto, queridos, comecem hoje! Por último, gostaríamos de lhes mostrar uma outra semelhança entre o Feng Shui e o seu processo de ascensão. O Baguá é dividido em oito áreas, com a área do meio marcando o centro (nona área, ou Terra). Cada setor representa um conceito de vida ou lição da alma a ser aprendido enquanto se está na forma humana. Estes oito “aprimoramentos” ou aspirações de vida são o seu dever de casa! Para aqueles de vocês que procuram uma mudança positiva e não sabem por onde começar, eis aqui a sua lista: Olhando para a porta da frente da sua casa (ou para a porta usada com maior frequência), o canto frontal esquerdo é a sua Área do Conhecimento e Sabedoria, onde muitas vezes se encontra a garage. O meio do espaço lateral esquerdo é a sua Área da Saúde e Bem-Estar (e da Família), onde muitas vezes existe um banheiro. Se este for o caso, coloque ali uma planta viva! O canto esquerdo dos fundos é a sua Área da Riqueza. Um simples aquário com um peixinho dourado revigorará esse espaço; ou uma vasilha com moedas, representando a abundância financeira. Descubra outros modos de aumentar o fluxo de riqueza na sua casa! Junto à parede de trás, a Riqueza é o canto esquerdo, a Fama é a área do meio (boa para um escritório, mas talvez a sua cozinha esteja lá!) e o canto direito é a Área dos Relacionamentos. Seguindo pelo lado direito, depois da Área dos Relacionamentos vem a Área dos Filhos e Criatividade, no meio desse lado; e em seguida, a Área dos Amigos, Mentores e Viagem, no canto direito da frente. Terminando, vem a área do meio da parte da frente, que representa a sua Carreira. Se aí estiver o seu hall de entrada, não coloque um espelho de frente para a porta, senão sua fortuna e oportunidade ricochetearão de volta porta afora! (Risos… como sempre, escolha as interpretações que funcionem para você e esqueça o resto!) Existem muitas escolas de pensamento que se desenvolveram desde os primeiros dias do Feng Shui. O que acabamos de explicar é apenas um exemplo, o exemplo mais simples de um gráfico de Baguá e como aplicá-lo. Se sua casa tiver mais de um andar, os mesmos princípios se aplicam para cada um deles. Para o seu jardim, simplesmente expanda o mapa até os limites do seu terreno e trabalhe a partir daí. Se não se importar que elas se espalhem, as “trepadeiras-de-tonga” [Epipremnum aureum] são ótimas para serem plantadas em cada canto do seu jardim. Suas flores roxas são lindas e os “dólares de prata” da planta madura podem se transformar em belos arranjos para dentro da casa. Procure outras maneiras simples de aumentar a sacralidade do seu espaço no mundo fascinante do Feng Shui. Como sempre, nossa mensagem está entrelaçada com amor, esperança e oração positiva. Nosso amor por vocês é tão ilimitado que não podemos defini-lo com palavras humanas. Nossa esperança é que todos vocês alcancem as graças da clareza, equilíbrio e paz em suas vidas. Nossas orações positivas por vocês são amparadas pelo conhecimento de que todo tempo é agora, que estamos falando com vocês diretamente, coração para coração, e que os vemos como um todo, brilhando claramente, e já tendo alcançado suas metas. Então, será o momento de brincar! Isto acontecerá em breve, crianças, em breve! Comecem agora – plantem alguma coisa! Somos, com Todo o Amor, a Irmandade de Luz | ||
Houve uma época....
Houve uma época em que os seres humanos viviam melhor entre si; viviam
em harmonia com a natureza. A Grande Mãe era amada como fonte essencial
da vida. Havia um poder que era personificado e criativo em sua
plenitude. É realmente difícil de estimar o grau profundo de confiança
que aqueles povos, através do seu modo de vida e simplicidade, devem ter
sentido.
HO'OPONOPONO
HO'OPONOPONO
"Sinto muito" e "Te amo" - Processo de cura
Havaiano: Ho'oponopono significa amar-se a si mesmo
Já
ouvimos muitas vezes que criamos nossa realidade, que o mundo é um
reflexo de quem somos, que somos todos um, que tudo começa e termina em
nós.
Acredito que vocês já saibam disto. Mas, outra coisa é verificar se, de fato, compreendemos a essência de todas as afirmações que fazemos.
Existe um processo de cura e perdão criado por uma tribo havaiana, a dos Kahunas. O método chama-se: Ho´oponopono.
Parece estranho dizer que existe um processo de perdão, mas vejam só:
Você julga ou condena alguém por algo que tenha dito ou feito, ou deixado de dizer ou fazer?
Você julga ou condena quando sabe que alguém está doente, porque não teve bons hábitos alimentares ou higiênicos ou sexuais?
Você julga ou condena quando vê alguém repetir uma situação?
Você julga ou condena quando alguém sofre por um mal, que outra pessoa tenha feito?
Então, você é humano!
E por ser humano, tem consciência de seus pensamentos, portanto, condições de modificá-los, se quiser...
Esse processo consiste em curar e perdoar primeiramente você, porque somos espelhos do mundo, o mundo reflete nossos pensamentos e ações, as pessoas refletem nossos pensamentos, ações, emoções e comportamentos.
Devemos também sempre nos lembrar que o perdão é um processo, não é um fim em si mesmo. Estamos sempre precisando perdoar algo, seja em nós mesmos, nos outros, nos eventos ou nas instituições. Portanto, tenha em mente que hoje é um bom dia para perdoar.
Falando assim, parece estranho, mas se você desejar melhorar a sua vida, você deve cura-se e perdoar-se. Se você deseja curar ou perdoar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, você faz curando a si mesmo.
É tão simples!
Nada está do lado de fora, mas dentro de você, da sua mente.
Para todos e para cada um de vocês: Sinto muito, eu te amo!
Acredito que vocês já saibam disto. Mas, outra coisa é verificar se, de fato, compreendemos a essência de todas as afirmações que fazemos.
Existe um processo de cura e perdão criado por uma tribo havaiana, a dos Kahunas. O método chama-se: Ho´oponopono.
Parece estranho dizer que existe um processo de perdão, mas vejam só:
Você julga ou condena alguém por algo que tenha dito ou feito, ou deixado de dizer ou fazer?
Você julga ou condena quando sabe que alguém está doente, porque não teve bons hábitos alimentares ou higiênicos ou sexuais?
Você julga ou condena quando vê alguém repetir uma situação?
Você julga ou condena quando alguém sofre por um mal, que outra pessoa tenha feito?
Então, você é humano!
E por ser humano, tem consciência de seus pensamentos, portanto, condições de modificá-los, se quiser...
Esse processo consiste em curar e perdoar primeiramente você, porque somos espelhos do mundo, o mundo reflete nossos pensamentos e ações, as pessoas refletem nossos pensamentos, ações, emoções e comportamentos.
Devemos também sempre nos lembrar que o perdão é um processo, não é um fim em si mesmo. Estamos sempre precisando perdoar algo, seja em nós mesmos, nos outros, nos eventos ou nas instituições. Portanto, tenha em mente que hoje é um bom dia para perdoar.
Falando assim, parece estranho, mas se você desejar melhorar a sua vida, você deve cura-se e perdoar-se. Se você deseja curar ou perdoar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, você faz curando a si mesmo.
É tão simples!
Nada está do lado de fora, mas dentro de você, da sua mente.
Para todos e para cada um de vocês: Sinto muito, eu te amo!
Não importa que tipo de
problema existe,
trabalhe com você mesmo.DR.LHALEAKALA HEW LEN - Terapeuta
18.7.12
Óleo de massagem para a Tensão Nervosa
Compromissos de trabalho para serem cumpridos, horário com o médico, cuidar dos filhos, realizar uma grande venda, trabalho em excesso, problemas com a família, podem ocasioanar tensões temporárias e/ou à longo prazo, impedindo você de relaxar mesmo nos momentos apropriados. Quando chegamos nessa condição, nossa tensão nervosa é nosso estado de espírito e físico, ou seja mente e corpo doente com muitos distúrbios físicos e emocionais, como por exemplo dor de cabeça, insônia, mau humor, desânimo...
" O ciclo de tensão nervosa começa com a sensação de se sentir presa µa sua própria corrida de obstáculos. Rompa o padrão e veja as coisas sob outra perspectiva, aplicando uma massagem no corpo todo "
Segue uma receita caseira de óleo para massagem que vai ajudar você a limpar sua mente e seu corpo
INGREDIENTES
1 xícara de chá de óleo de amêndoas
2 colheres de sopa de casca de limão ralada
2 colheres de sopa de alecrim picado
20 gotas de óleo de alfazema
10 gotas de óleo de hortelã-pimenta

COMO FAZER
Misture a casca de limão ralada, o alecrim e o óleo de amêndoa ( pode substituir o óleo de amêndoa por outro tipo , como por exemplo, óleo de algodão ou óleo de germe de trigo ), em uma tigela de porcelana. Mexa vigorosamente com uma colher de pau e deixe descansar por cinco minutos.
Coloque
a misture em uma panela e leve ao fogo brando. Quando a mistura
estiver curada, coe as ervas e descarte-as. Despeje o óleo em uma
vasilha de alumínio e espere amornar. Adicione os óleos de alfazema e
hortelã e mexa com uma colher de metal. O óleo deve ficar amarelo, com
acentuado aroma de limão verde. Conserve o óleo em temperatura ambiente
em um frasco de vidro escuro e etiquetado por até 6 meses.Use o óleo quando quiser uma massagem de corpo inteiro, ou para massagear a cabeça, ou os pés. Também pode ser usado para dor de cabeça. Também ainda você pode adicionar duas colheres de sopa desse óleo à água quente do banho de imersão.
Referência : Riggs Maribeth, Guia Feminino de Saúde e Beleza - receitas caseiras com ervas e ingredientes naturais
3.7.12
2.7.12
Para a Mãe Terra
"Abençoado seja o Filho da Luz que conhece sua Mãe Terra, pois é ela a doadora da vida.
Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.
Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida E te deu este corpo que um dia tu lhe devolvas.
Saibas que o sangue que corre nas tuas veias Nasceu do sangue da tua Mãe Terra, o sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela borbulha nos riachos das montanhas flui abundantemente nos rios das planícies.
Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra, o alento Dela é o azul celeste das alturas do céu e os sussurros das folhas da floresta.
Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra.
Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.
A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra que te rodeiam feito às ondas do mar cercando o peixinho.
Como o ar tremelicante sustenta o pássaro em verdade te digo, tu és um com tua Mãe Terra ela está em ti e tu estás Nela.
Dela tu nasceste, Nela tu vives e para Ela voltará novamente.
Segue, portanto, as Suas leis pois teu alento é o alento Dela.
Teu sangue o sangue Dela. Teus ossos os ossos Dela. Tua carne a carne Dela.Teus olhos e teus ouvidos são Dela também.
Aquele que encontra a paz na sua Mãe Terra não morrerá jamais, conhece esta paz na tua mente deseja esta paz ao teu coração realiza esta paz com o teu corpo.”
(Evangelho dos Essênios)
30.6.12
28.6.12
12.6.12
You May Say I'm a Dreamer...
Assim como os antigos gnósticos, John Lennon afirmava que qualquer tipo de salvação deve estar fundamentada numa jornada individual e íntima rumo à liberação das opressões dogmáticas e institucionais, fossem elas materiais ou espirituais. Ambos imaginaram um mundo sem Céu nem Inferno, expressão que é reconhecida como uma das mensagens mais impressionantes e heréticas de Imagine, o hino de esperança que o geminiano, mexicano e ilustrador Pablo Stanley apresenta em belos traços, cores e humores na dose certa.
John Lennon nunca escondeu sua afeição pela visão de mundo e pela
espiritualidade dos antigos gnósticos. Ao longo de sua vida o membro
fundador dos Beatles percorreu uma verdadeira odisseia mística,
filosófica e religiosa, e configurou seu modo de ver o mundo de acordo com a mentalidade gnóstica.
Lennon era um pensador profundo e para ele o ser humano tinha o poder
de se converter em um Deus, alterando completamente a sua realidade.
Para isso, bastava que o indivíduo abandonasse os dogmas religiosos e as
fronteiras sociais, pois toda mudança social tem início numa
transformação interior.
ilustração por Giordano Cimadon
Website de Pablo Stanley.
Consciência - dimensão interna do SER.
Vejo a Consciência como a dimensão Interna do Ser, a sua verdadeira identidade, aquilo que somos em Essência.
Um Ser verdadeiramente consciente é aquele que está em plena sintonia com a sua Alma. Assim sendo, essa Consciência é atemporal, não está confinada ao espaço nem ao tempo, não é nova nem antiga, mas aquilo que sempre foi.
Dentro desta perspectiva, a questão coloca-se de uma forma binária, ou seja, se estamos ligados com essa essência ou não. Ela está sempre presente, como sempre esteve, mas as distrações do mundo impedem-nos, muitas vezes, de a percebermos.
Vivemos tempos onde o ruido de fundo é bastante intenso, principalmente dentro dos círculos espirituais, onde raramente se pode sentir esse Aroma da Alma, tais são as distrações. Ficamos fascinados com os cursos, com as palestas, com o conhecimento, com as práticas e as teorias, e perdemos o contacto com esse Silêncio dentro de nós que é a única porta que nos pode levar à verdadeira Consciência, que não é nova, pois sempre esteve ali à nossa espera.
Mais que nunca, estes são tempos de cultivar esse Silêncio e permitir que as fragrâncias do Espírito se possam expressar através de nós, de forma simples, nas tarefas diárias com que a vida se desenrola neste plano dimensional, sem fugir de nada e integrando tudo. Apenas este contacto pode levar à transformação do mundo para um novo ciclo de Paz e Harmonia, sem o qual, estaremos a repetir as velhas formas, mesmo que bem intencionadas, e a perpetuar no tempo o modelo antigo, mesmo que travestido em novas cores e brilhos.
Paz Profunda,
Pedro Elias
Um Ser verdadeiramente consciente é aquele que está em plena sintonia com a sua Alma. Assim sendo, essa Consciência é atemporal, não está confinada ao espaço nem ao tempo, não é nova nem antiga, mas aquilo que sempre foi.
Dentro desta perspectiva, a questão coloca-se de uma forma binária, ou seja, se estamos ligados com essa essência ou não. Ela está sempre presente, como sempre esteve, mas as distrações do mundo impedem-nos, muitas vezes, de a percebermos.
Vivemos tempos onde o ruido de fundo é bastante intenso, principalmente dentro dos círculos espirituais, onde raramente se pode sentir esse Aroma da Alma, tais são as distrações. Ficamos fascinados com os cursos, com as palestas, com o conhecimento, com as práticas e as teorias, e perdemos o contacto com esse Silêncio dentro de nós que é a única porta que nos pode levar à verdadeira Consciência, que não é nova, pois sempre esteve ali à nossa espera.
Mais que nunca, estes são tempos de cultivar esse Silêncio e permitir que as fragrâncias do Espírito se possam expressar através de nós, de forma simples, nas tarefas diárias com que a vida se desenrola neste plano dimensional, sem fugir de nada e integrando tudo. Apenas este contacto pode levar à transformação do mundo para um novo ciclo de Paz e Harmonia, sem o qual, estaremos a repetir as velhas formas, mesmo que bem intencionadas, e a perpetuar no tempo o modelo antigo, mesmo que travestido em novas cores e brilhos.
Paz Profunda,
Pedro Elias
5.6.12
Declaro-me Vivo!
Saboreio cada momento.
Antigamente me preocupava quando os outros falavam mal de mim.
Então fazia o que os outros queriam, e a minha consciência me censurava. Entretanto, apesar do meu esforço para ser bem educado, alguém sempre me difamava. Como agradeço a essas pessoas, que me ensinaram que a vida é apenas um cenário! Desse momento em diante, atrevo-me a ser como sou.
Então fazia o que os outros queriam, e a minha consciência me censurava. Entretanto, apesar do meu esforço para ser bem educado, alguém sempre me difamava. Como agradeço a essas pessoas, que me ensinaram que a vida é apenas um cenário! Desse momento em diante, atrevo-me a ser como sou.
A árvore anciã me ensinou que somos todos iguais.
Sou guerreiro: a minha espada é o amor, o meu escudo é o humor, o meu espaço é a coerência, o meu texto é a liberdade.
Sou guerreiro: a minha espada é o amor, o meu escudo é o humor, o meu espaço é a coerência, o meu texto é a liberdade.
Perdoem-me, se a minha felicidade é insuportável, mas não escolhi o
bom senso comum. Prefiro a imaginação dos índios, que tem embutida a
inocência.
É possível que tenhamos que ser apenas humanos. Sem Amor nada tem
sentido, sem Amor estamos perdidos, sem Amor corremos de novo o risco de
estarmos caminhando de costas para a luz. Por esta razão é muito
importante que apenas o Amor inspire as nossas ações.
Anseio que descubras a mensagem por detrás das palavras; não sou um sábio, sou apenas um ser apaixonado pela vida.
A melhor forma de despertar é deixando de questionar se nossas ações incomodam aqueles que dormem ao nosso lado.
A chegada não importa, o caminho e a meta são a mesma coisa.
Não precisamos correr para algum lugar, apenas dar cada passo com plena consciência.
Não precisamos correr para algum lugar, apenas dar cada passo com plena consciência.
Quando somos maiores que aquilo que fazemos, nada pode nos desequilibrar.
Porém, quando permitimos que as coisas sejam maiores do que nós, o nosso desequilíbrio está garantido.
Porém, quando permitimos que as coisas sejam maiores do que nós, o nosso desequilíbrio está garantido.
É possível que sejamos apenas água fluindo; o caminho terá que ser
feito por nós. Porém, não permitas que o leito escravize o rio, ou
então, em vez de um caminho, terás um cárcere.
Amo a minha loucura que me vacina contra a estupidez.
Amo o amor que me imuniza contra a infelicidade que prolifera, infectando almas e atrofiando corações.
Amo o amor que me imuniza contra a infelicidade que prolifera, infectando almas e atrofiando corações.
As pessoas estão tão acostumadas com a infelicidade, que a sensação
de felicidade lhes parece estranha. As pessoas estão tão reprimidas, que
a ternura espontânea as incomoda, e o amor lhes inspira desconfiança.
A vida é um cântico à beleza, uma chamada à transparência.
Peço-lhes perdão, mas… DECLARO-ME VIVO!!!
Chamalú (Índio Quéchua )
2.6.12
Orai por nós
Irmã mais velha, virgem e triste, das ideias sem nexo,
Noiva esperando sempre os nossos propósitos incompletos,
A direcção constantemente abandonada do nosso destino,
A nossa incerteza pagã sem alegria,
A nossa fraqueza cristã sem fé,
O nosso budismo inerte, sem amor pelas coisas nem êxtases,
A nossa febre, a nossa palidez, a nossa impaciência de fracos,
A nossa vida, o mãe, a nossa perdida vida...
Excerto de poema de Fernando Pessoa
26.5.12
Nós fazemos a nossa época.
Quando as coisas vão mal no mundo, estão mostrando que há algo errado com o indivíduo, porque há algo errado em mim. Portanto, se eu for sensato, examinarei a mim mesmo em primeiro lugar...
Em suma, o essencial é a vida do indivíduo. Só ela faz história, só ela promove grandes transformações , só ela cria o futuro. Todo o futuro, toda a história do mundo, brota da soma gigantesca dessas fontes ocultas que existem no interior dos indivíduos.
Mesmo em nossa vida mais privada e subjetiva não somos apenas testemunhas passivas ou vitimas de nossa era, mas também seus construtores,
Nós fazemos a nossa época.
Carl Jung
Carl Gustav Jung - o cinqüentenário da sua morte e O LIVRO VERMELHO
“Todo tipo de coisas me desviam para longe de minha ciência à
qual eu acreditava estar dedicado firmemente. Através dela, queria
servir à humanidade, e agora, minha alma, tu me levas para essas coisas
novas. Sim, o mundo do meio, intransitável,
multiplamente cintilante. Esqueci que cheguei a um mundo novo, que antes
me era estranho. Não vejo caminho nem trilha. Aqui deverá tornar-se
verdade o que acreditei sobre a alma, que ela sabia melhor seu próprio
caminho e que nenhum desígnio lhe poderia prescrever um caminho melhor.
Sinto que é tirado um grande pedaço da ciência. Deve estar certo, por
amor à alma e por amor à sua vida. Dolorosa é apenas a idéia de que isto
só aconteceu para mim e que talvez ninguém consiga tirar alguma luz
daquilo que eu produzo. Mas minha alma exige esta produção. Devo poder
dizê-lo também só para mim sem esperança—por amor a Deus. Deveras um
caminho duro. Contudo, aqueles eremitas dos primeiros séculos cristãos—o
que faziam de diferente? E eram, por acaso,as piores e mais
imprestáveis pessoas que viviam naqueles tempos? De modo nenhum, pois
eram aqueles que tiravam a mais inexorável conseqüência da necessidade
psicológica de seu tempo. Eles deixavam mulher e filhos, riqueza, fama,
ciência—e se dirigiam ao deserto—por amor a Deus. Assim seja.” (Carl Gustav Jung, Livro Negro 3)
INTRODUÇÃO
Em O terceiro homem, de Carol Reed, o personagem de Orson
Welles diz ao herói (Joseph Cotten) que as intrigas turbulentas e
sanguinárias dos Bórgias e dos Médicis foram o pano-de-fundo da
Renascença, enquanto séculos de paz na Suíça criaram o quê? O
relógio-cuco.
Em 6 de junho de 1961, às vésperas dos seus 86 anos (nasceu em 26 de julho de 1875) morreu Carl Gustav Jung,
a maior refutação da pitoresca (embora divertida) hipótese
ético-civilizatória do “terceiro homem”. O mais eminente suíço
certamente não veio à Terra nem a passeio nem para espanar a poeira do
relógio-cuco: foi o pioneiro que aproximou o tratamento psicanalítico
das concepções orientais e abriu caminho no Ocidente para a proliferação
das terapias alternativas e práticas meditativas como a ioga.
Eu, que sou um freudiano convicto, nunca tive prevenção contra Jung
porque, depois de alguns livros que hoje sei serem duvidosos” (porque na
verdade não são de sua autoria), O homem e seus símbolos e Memórias, Sonhos, Reflexões[1],
ainda muito novo “descobri” um precioso volume que, se formos
rigorosos, também é uma contrafação, mas que conquista qualquer um para o
universo das idéias junguianas. Para mim, durante um bom tempo, Jung
foi O homem à descoberta de sua alma (com o subtítulo Estrutura e Funcionamento do Inconsciente).
Por que se pode dizer que é uma contrafação como os outros dois?
Trata-se de uma tradução portuguesa (da Tavares Martins, Porto, 1975)
de uma edição francesa organizada por Roland Cahen. Portanto, é café
coado duas vezes. Mesmo assim, desafio qualquer um a dizer que não se
trata de um livro fundamental para se descobrir por que Jung não se
limitou a aperfeiçoar o relógio-cuco e a “paz” suíça. A leitura de James
Hillman (que anda fora de moda ultimamente) também ajudou a estabelecer
uma certa cristalização das idéias de Jung (hoje sei que Hillman
representa apenas uma das inúmeras vertentes que foram adotadas a partir
dessas idéias, mas quem tem noção dessas coisas quando se é um leitor
onívoro de 20 anos?).
Também tive sorte no rol de obras de fato escritas por Jung. Comecei com o maravilhoso e apaixonante Tipos Psicológicos [2].
Eu não sou a pessoa mais sistemática do mundo e decerto o modo
junguiano de expor suas idéias é uma loucura, mas acho que o leitor
ganha muito com isso e o livro não é menos sólido por causa desse
enviesamento teórico: por exemplo, ao invés de definir de vez não só os
tipos psicológicos, como as funções a ele relacionadas (o pensar, o
sentir, o intuir e o perceber), ele analisa vários personagens
históricos e obras filosóficas e literárias (Jung seria um esplêndido
teórico literário). Perde-se a clareza didática, mas é um ganho ao fim e
ao cabo. E dali saiu um dos motes da minha vida:”…o que tende para fora tem de viver o seu mito, o que tende para dentro sonhará o seu meio ambiente, a chamada vida real”[3]
O LIVRO VERMELHO
Neste ano do cinqüentenário da morte de Jung, a editora Vozes lançou
nova edição da sua Obra Completa (18 volumes subdivididos em 35[4]) Mas o evento memorável, de fato, é a publicação de O Livro Vermelho, o inclassificável e original texto que surgiu do confronto-mergulho de Jung com seu próprio inconsciente[5].
Pena que a Vozes apostou mais no instinto de aquisição do que no
instinto de leitura. Teria sido mais sábio lançar todo o luxuoso aparato
fac-similar (maravilhoso), com o texto manuscrito, os desenhos, as
mandalas, no formato gigantesco que foi adotado, e o texto traduzido num
volume à parte, mais manipulável. Da maneira como ficou, torna-se quase
impossível ler O Livro Vermelho sem sérios
riscos musculares. Eu me sentia como que saído do Monte Sinai, um Moisés
carregando as (pesadíssimas) Tábuas da Lei. Tudo bem que é um mergulho
iniciático nos mais recônditos arquétipos, mas exagerou-se na dose!
Em 1913, aos 38 anos, apesar do prestígio e da estabilidade
financeira (casara-se com uma mulher rica), o grande pensador suíço
estava em crise: rompera com Freud, do qual era o principal discípulo, e
apesar de já ter publicado muito, ainda não dera corpo às concepções
psíquico-místicas (arquétipos, inconsciente coletivo, princípio de
individuação, animus e anima, o si-mesmo, a sombra, os tipos
psicológicos, a função transcendente, a sincronicidade), que serão o
fundamento da Psicologia Analítica junguiana e representarão na prática
clínica o mesmo que a Reforma significou para o cristianismo (todo mundo
conhece a cisão entre psicanálise freudiana e psicanálise junguiana)[6].
Jung sempre tivera obsessão por fenômenos ocultistas e por
manifestações do sobrenatural, e por essa época passou a ter uma série
de visões, sonhos acordados, que para ele, posteriormente, se revelariam
antevisões da Primeira Guerra. Isso significaria que havia uma conexão
entre os símbolos da psique individual e os da coletividade.
Desenvolveu, então, um método chamado imaginação ativa
(embora tenha chamado essa fase de sua vida de “doença criativa”), no
qual deixava “falar” a sua “alma”, o seu eu interior, aceitando todos os
seus conteúdos. Registrou o resultado em cadernos denominados Livros Negros e depois fez uma destilação, incluindo sua interpretação pessoal do que vivera, num caprichado volume, o Liber Novus,
cujo formato lembra muito os manuscritos medievais (na reprodução
fac-similar é uma festa para os olhos), que foi muito trabalhado durante
os anos seguintes, até que o interesse pela alquimia o levou para
outras direções. Esse livro pessoal se tornou mítico (tido como o
manancial de onde brotaram os principais conceitos junguianos), com a
alcunha de O Livro Vermelho, e só recentemente os herdeiros permitiram sua publicação.
Muitos consideram Jung um mistificador. Que imagem sai desse exercício de “imaginação ativa”? Jung produziu uma mistura de Assim falou Zaratustra, Imitação de Cristo (no final, porém, ele condena a imitação porque ela anula a idéia de renovação, e o texto é basicamente anti-cristão), A Divina Comédia e A Interpretação dos Sonhos e
ópera wagneriana, rompendo as fronteiras do místico, do literário, do
filosófico e do alegórico-simbólico, e também do bom e do mau gosto[7].
Nesse processo de introversão, deixando de lado os compromissos da
personalidade “exterior”, a alma de Jung vivencia um descenso (que
também é uma ascensão, já que nesse ponto da psique os contrários se
anulam), encontrando personagens enigmáticas, que representam partes
cindidas do Eu (o profeta Elias e Salomé, por exemplo, “Logos” e “Eros”
num mesmo contexto). O cadáver de um herói
(Siegfried) aparece boiando já que ele implica um modelo a ser imitado,
um ideal de perfeição e acabamento, e é preciso desatravancar o caminho
e abolir as divisões: “Devo dizer que o Deus não podia vir a
ser antes que o herói tivesse sido assassinado. O herói, como nós o
entendemos, tornou-se o inimigo de Deus, pois o herói é perfeição… não
haverá mais nenhum herói e ninguém que o possa imitar. .. O novo Deus ri
da imitação e do seguimento de exemplo. Ele força a pessoa através dele
mesmo…O heróico em ti é que és comandado pelo pensamento de que isso
ou aquilo seja o bem, que esta ou aquela obra seja indispensável, que
esta ou aquela coisa seja rejeitável, que este ou aquele objetivo deve
ser alcançado pelo trabalho ambicionado lá adiante, que este ou aquele
prazer deva ser reprimido por todos os meios e inexoravelmente. Com
isso pecas contra o não-poder…”
E assim vai nascendo a “função transcendente”, aquela que permite a
colaboração dos conteúdos conscientes e inconscientes. E também vai se
aclarando o “processo de individuação”, tão caro à psicologia junguiana.
Devo dizer, contudo, que os embates da alma de Jung e o imaginário que
daí emerge em O Livro Vermelho fornecem munição à visão crítica de Richard Noll, cujo O Culto de Jung é uma abordagem negativa do mestre suíço como liderança carismática e representante da mentalidade völkisch (culto aos antepassados teutônicos, insistência na supremacia germânica, fornecida pelas noções de geografia e raça)[8], que foi um componente psíquico que estimulou o desenvolvimento de uma mentalidade nazista.
Ao contrário da interpretação dos sonhos freudiana, onde eles—por
meio dos deslocamentos e disfarces—revelam de forma latente o trabalho
do inconsciente que seria preciso tornar manifesto e que remontaria a
causas pretéritas, escondidas na infância individual, a escavação do
onírico feita por Jung se volta mais para a revelação do futuro que se
oculta nas dobras do imaginário. Não é á toa que anunciou o trabalho de
toda uma vida.
Contudo, para encerrar esse meu breve passeio pelos bosques junguianos, escolho citar—até para provocar o escândalo do eu freudiano—uma reveladora passagem de O homem à descoberta de sua alma:
“Seria lastimável considerar como ilusório esse sistema
imenso de experiências da psique inconsciente. O nosso corpo visível e
tangível é também um sistema de experiências inteiramente comparável,
que encerra ainda os traços dos desenvolvimentos das primeiras idades e
forma, incontestavelmente, um conjunto sujeito a um fim: a vida, que, de
outro modo, seria impossível.
A ninguém ocorreria negar o grande valor da anatomia
comparada ou da fisiologia. O estudo do inconsciente coletivo e a sua
utilização como fonte de conhecimento não pode ser visto como ilusão.
Sob um ponto de vista superficial, a alma parece-nos ser essencialmente o
reflexo de processos exteriores, que dela seriam não somente as causas
ocasionais, como sua origem primária. Do mesmo modo, o inconsciente, de
início, não parece explicável senão do exterior, a partir do consciente.
Sabemos que Freud, na sua psicologia, fez essa tentativa. Mas ela só
poderia ter triunfado se o inconsciente fosse, de fato, um produto da
existência individual e do consciente. Todavia, o inconsciente
preexiste sempre, sendo a disposição funcional herdada de idade em
idade. A consciência é um rebento tardio da alma inconsciente… A velha
psicologia, presciente do inestimável tesouro de experiências obscuras
ocultas sob o limiar da consciência individual e efêmera, não considerou
a alma do indivíduo senão na dependência de um sistema cósmico
espiritual. Para ela, não era apenas uma hipótese, mas uma evidência
manifesta que esse sistema representava uma entidade dotada de vontade e
de consciência, até mesmo um ser, um ser a que chamou Deus e que se
tornou a quintessência de toda a realidade. Deus era o ser mais real, a prima causa,
graças à qual somente a alma podia ser explicada. Essa hipótese tem a
sua razão de ser psicológica: qualificar de divino, em relação ao homem,
um ser imortal, dotado de uma experiência eterna, não é totalmente
injustificado. Assim se esboça a problemática de uma psicologia fundada
não sobre a ordem física, como princípio explicativo, mas sobre um
sistema espiritual, cujo primus movens não é nem ma matéria e as suas qualidades, nem um estado energético, mas Deus…
…O estudo desse dilema e o desejo de o resolver
conduziram-me à seguinte conclusão: o conflito entre a natureza e o
espírito nada mais é do que a tradução da essência paradoxal da alma, a
qual possui um aspecto físico e um aspecto espiritual que não parecem
contradizer-se porque, em última análise, não lhe apreendemos a
essência. Sempre que o entendimento humano quer apreender qualquer coisa
que no fim das contas não compreende e não pode compreender, para
captar alguns aspectos, submete-a a uma contradição e cinde-a em suas
aparências opostas.
O conflito entre o aspecto físico e o aspecto espiritual
apenas prova que o psíquico é, na essência, qualquer coisa de
inapreensível, e essa é a única experiência imediata. Tudo aquilo de
faço experiência é psíquico, até a dor física, de que apenas experimento
o reflexo psíquico. Todas as percepções dos meus sentidos, que me
impõem um mundo de objetos espaciais e impenetráveis, são imagens
psíquicas que representam a minha única experiência imediata, sendo
essas imagens os únicos dados imediatos da minha consciência. A minha
psique transforma e falsifica a realidade em proporções tais que é
preciso recorrer a expedientes para verificar o que as coisas são fora
de mim… Achamo-nos de tal modo envolvidos nas nossas imagens psíquicas
que não podemos penetrar a natureza das coisas exteriores. Tudo aquilo
de que adquirimos conhecimento é feito de materiais psíquicos. A psique é
a entidade real no supremo grau…”
[1] O homem e seus símbolos
apresenta uma série de ensaios e apenas o introdutório é de autoria de
Jung, que o escreveu pouco antes de morrer; é hoje indiscutível que Jung
está por trás do projeto mi(s)tificatório de Memórias, Sonhos, Reflexões, porém o texto final, afora a colher que editores e herdeiros meteram, é de responsabilidade da discípula Aniela Jaffé.
Ainda assim, os dois livros provavelmente vendem mais do que a obra junguiana propriamente dita.
Estabelecido esse ponto, não dá para descartar nenhum dos dois. O ensaio de Jung em O homem e seus símbolos é uma ótima introdução às suas idéias, e quem negará o fascínio de Memórias, Sonhos, Reflexões, apesar dos seus aspectos irritantes e da sua dubiedade autoral?


Ainda assim, os dois livros provavelmente vendem mais do que a obra junguiana propriamente dita.
Estabelecido esse ponto, não dá para descartar nenhum dos dois. O ensaio de Jung em O homem e seus símbolos é uma ótima introdução às suas idéias, e quem negará o fascínio de Memórias, Sonhos, Reflexões, apesar dos seus aspectos irritantes e da sua dubiedade autoral?
[2] Não na tradução publicada nas Obras Completas:
eu trabalhei durante um ano, de 1984 a 1985, numa contabilidade, e ali,
por sorte, havia uma biblioteca excelente, onde encontrei a tradução de
Álvaro Cabral, editada pela Zahar. Li há pouco tempo a tradução das Obras Completas
e a de Cabral ganha longe em expressividade e ao mesmo tempo clareza,
apesar dos inúmeros erros de impressão. Mas isso é assunto para outro
post.
[3] O leitor encontrará essa citação na pág. 207 da edição da Zahar, de 1974, e está no extraordinário capítulo em que ele analisa o Prometeu e Epimeteu do nobelizado Carl Spitteler, comparando-o com os fragmentos do Prometeu goethiano. Antes, ele estudara as Cartas de Schiller onde este propugnava uma educação estética do homem, e também A Origem da Tragédia
e os tipos apolíneo e dionisíaco de Nietzsche, sem contar as inúmeras
referências às doutrinas e textos sagrados hindus e chineses.
[4] Na verdade, o correto seria Obras Reunidas, pois apesar de sua pretensão elas estão longe de ser “completas”.
[5]
A edição original é de 2009. Os textos do volume foram traduzidos por
Edgar Orth, Gentil A. Titton e Gustavo Barcellos. A revisão da tradução é
de Walter Boechat.
O editor de O livro vermelho, Sonu Shamdasani, escreveu uma ótima, objetiva e nada partidária introdução.
O preço é salgado: o valor pode chegar a mais de quinhentos reais, é preciso pesquisar em vários lugares, pois há muitas ofertas.
O editor de O livro vermelho, Sonu Shamdasani, escreveu uma ótima, objetiva e nada partidária introdução.
O preço é salgado: o valor pode chegar a mais de quinhentos reais, é preciso pesquisar em vários lugares, pois há muitas ofertas.
[6]
Meu texto simplifica muito as coisas, evidentemente: esses conceitos
tenham sido elaborados em épocas diversas e sofrido ajustes. Além desse
fato cronológico básico, vertentes diversas privilegiaram certos
aspectos e deixaram à parte outros. E para ser franco eu nem sei como
seria a prática clínica de um analista ou psiquiatra junguiano, uma vez
que jamais escolheria essa linha para ser analisado ou diagnosticado. Se
fizesse análise, teria o maior cuidado de escolher um analista da linha
freudiana. O que não invalida Jung como pensador da cultura.
Para entender as vertentes pós-junguianas, uma boa opção, apesar de já meio antiga (é de 1985, e a edição brasileira é de 1989) é Jung e os pós-junguianos, de Andrew Samuels. Foi nele que descobri que James Hillman era representante da “escola arquetípica”.

Para entender as vertentes pós-junguianas, uma boa opção, apesar de já meio antiga (é de 1985, e a edição brasileira é de 1989) é Jung e os pós-junguianos, de Andrew Samuels. Foi nele que descobri que James Hillman era representante da “escola arquetípica”.
[7]
Há até elementos metalingüísticos auto-críticos e bem-humorados. Jung,
numa dessas visões, chega a um castelo onde há um velho com seus livros,
que não lhe dá pelota. Passando a noite ali, ele sofre de insônia.
Veja-se o divertido relato:
“Parece que não havia mais ninguém casa, a não ser o servo, que morava acolá na torre. Um modo de vida ideal, mas solitário o desse velho com seus livros, pensei eu. E nisso se demoraram por longo tempo meus pensamentos, até que percebi que um outro pensamento não me abandonava, isto é, que o velho mantinha escondida aqui sua bela filha—idéia romântica absurda—um tema sem graça e já explorado—mas o romântico está em todas as juntas de cada pessoa. Uma idéia genuinamente romântica: um castelo na floresta—solitário, crepuscular—um velho mumificado em seus livros, que guarda um tesouro valioso e o esconde ciosamente de todo o mundo—que idéias ridículas me chegam! É inferno ou purgatório que preciso conceber em minha viagem errada à semelhança dos sonhos infantis? Mas sinto-me incapaz de elevar meus pensamentos a algo mais forte ou mais bonito. Devo consentir nesses pensamentos. O que adiantaria repeli-los? Eles voltam… Como será que ela se parece, essa heroína aborrecida? Certamente loura, pálida—olhos azuis—ansiosamente esperando de cada caminhante extraviado o salvador de sua prisão paterna. Ah, eu conheço este absurdo trivial—prefiro dormir—por que, diabos, deixo atormentar-me com essas fantasias ocas?
O sono não quer nada. Viro-de de um lado para outro, o sono não vem, devo eu ter em mim mesmo afinal esta alma não resgatada? Será que é ela que não me deixa dormir? Terei eu uma alma tão romântica? Só faltava isto—seria dolorosamente ridículo… É simplesmente macabro para onde a insônia pode levar uma pessoa, inclusive para as teorias mais disparatadas e mais supersticiosas. Parece fazer frio, eu estou com frio, talvez não durma por causa disso, aqui é realmente sinistro. Deus sabe o que acontece aqui, não escutei passos há pouco? … A porta está se abrindo? Meu Deus, alguém está aí? Estou vendo bem? Uma moça esguia, pálida como a morte, está à porta? Céus, o que é isto? Ela se aproxima!
Chegaste finalmente, perguntou baixinho. Impossível, é um engano pavoroso, o romance quer tornar-se real, quer transformar-se em história estúpida de fantasmas? A que disparate estou condenado? È minha alma que alberga tais glórias românticas? Isto também deve acontecer comigo? Estou realmente no inferno—o pior despertar do leitor de romances de biblioteca pública! Desprezei as pessoas de minha época e seu gosto, tanto assim que devo viver e escrever no inferno os romances sobre os quais cuspi há muito tempo? Será que a metade inferior do gosto médio da humanidade também tem direito à santidade e inviolabilidade, de modo que não possamos dizer nenhuma palavra desairosa sobre isso sem termos de pagar o pecado no inferno?
Ela fala: Ah, tu também pensas o trivial de mim? Também tu te deixas seduzir pela malfadada ilusão de que eu pertenço a um romance? Também tu, de quem esperava que tivesse abandonado as aparências e se esforçasse para atingir a essência das coisas?
Eu: Perdão, mas existes realmente? É uma semelhança por demais infeliz com aquelas cenas de romances, desgastadas até a parvoíce, que eu pudesse aceitar que não fosses apenas um produto de meu cérebro insone. Minha dúvida não está realmente justificada, quando uma situação coincide de tal forma com o tipo de romance sentimental?
Ela: Infeliz, como podes duvidar da minha realidade? (…)
Eu: Mas, dize-me, por amor de Deus, tu és real? Devo levar-te a sério como realidade?
Ela chorava e nada respondia.
Eu: Quem és então?
Ela: Eu sou a filha do velho. Ele me mantém aqui numa prisão insuportável, não por ciúme ou ódio, pois sou sua única filha e o retrato vivo de minha mãe, falecida muito jovem.
Recorri à minha razão: isto não é uma estupidez infernal? Palavra por palavra, o romance de uma biblioteca pública! Ó Deuses, para onde me levastes? É para rir, para chorar, é duro ser um belo sofredor, um destroçado tragicamente, mas tornar-se um macaco, vós belos e grandes? O banal e eternamente ridículo, o indizivelmente gasto e usado nunca vos foi depositado nas mãos…
Ela continuava sentada ali chorando—e se fosse real?… Se for uma moça decente, o que não lhe deve ter custado entrar no quarto de dormir de um homem desconhecido!”
(os grifos na cena são todos meus).


“Parece que não havia mais ninguém casa, a não ser o servo, que morava acolá na torre. Um modo de vida ideal, mas solitário o desse velho com seus livros, pensei eu. E nisso se demoraram por longo tempo meus pensamentos, até que percebi que um outro pensamento não me abandonava, isto é, que o velho mantinha escondida aqui sua bela filha—idéia romântica absurda—um tema sem graça e já explorado—mas o romântico está em todas as juntas de cada pessoa. Uma idéia genuinamente romântica: um castelo na floresta—solitário, crepuscular—um velho mumificado em seus livros, que guarda um tesouro valioso e o esconde ciosamente de todo o mundo—que idéias ridículas me chegam! É inferno ou purgatório que preciso conceber em minha viagem errada à semelhança dos sonhos infantis? Mas sinto-me incapaz de elevar meus pensamentos a algo mais forte ou mais bonito. Devo consentir nesses pensamentos. O que adiantaria repeli-los? Eles voltam… Como será que ela se parece, essa heroína aborrecida? Certamente loura, pálida—olhos azuis—ansiosamente esperando de cada caminhante extraviado o salvador de sua prisão paterna. Ah, eu conheço este absurdo trivial—prefiro dormir—por que, diabos, deixo atormentar-me com essas fantasias ocas?
O sono não quer nada. Viro-de de um lado para outro, o sono não vem, devo eu ter em mim mesmo afinal esta alma não resgatada? Será que é ela que não me deixa dormir? Terei eu uma alma tão romântica? Só faltava isto—seria dolorosamente ridículo… É simplesmente macabro para onde a insônia pode levar uma pessoa, inclusive para as teorias mais disparatadas e mais supersticiosas. Parece fazer frio, eu estou com frio, talvez não durma por causa disso, aqui é realmente sinistro. Deus sabe o que acontece aqui, não escutei passos há pouco? … A porta está se abrindo? Meu Deus, alguém está aí? Estou vendo bem? Uma moça esguia, pálida como a morte, está à porta? Céus, o que é isto? Ela se aproxima!
Chegaste finalmente, perguntou baixinho. Impossível, é um engano pavoroso, o romance quer tornar-se real, quer transformar-se em história estúpida de fantasmas? A que disparate estou condenado? È minha alma que alberga tais glórias românticas? Isto também deve acontecer comigo? Estou realmente no inferno—o pior despertar do leitor de romances de biblioteca pública! Desprezei as pessoas de minha época e seu gosto, tanto assim que devo viver e escrever no inferno os romances sobre os quais cuspi há muito tempo? Será que a metade inferior do gosto médio da humanidade também tem direito à santidade e inviolabilidade, de modo que não possamos dizer nenhuma palavra desairosa sobre isso sem termos de pagar o pecado no inferno?
Ela fala: Ah, tu também pensas o trivial de mim? Também tu te deixas seduzir pela malfadada ilusão de que eu pertenço a um romance? Também tu, de quem esperava que tivesse abandonado as aparências e se esforçasse para atingir a essência das coisas?
Eu: Perdão, mas existes realmente? É uma semelhança por demais infeliz com aquelas cenas de romances, desgastadas até a parvoíce, que eu pudesse aceitar que não fosses apenas um produto de meu cérebro insone. Minha dúvida não está realmente justificada, quando uma situação coincide de tal forma com o tipo de romance sentimental?
Ela: Infeliz, como podes duvidar da minha realidade? (…)
Eu: Mas, dize-me, por amor de Deus, tu és real? Devo levar-te a sério como realidade?
Ela chorava e nada respondia.
Eu: Quem és então?
Ela: Eu sou a filha do velho. Ele me mantém aqui numa prisão insuportável, não por ciúme ou ódio, pois sou sua única filha e o retrato vivo de minha mãe, falecida muito jovem.
Recorri à minha razão: isto não é uma estupidez infernal? Palavra por palavra, o romance de uma biblioteca pública! Ó Deuses, para onde me levastes? É para rir, para chorar, é duro ser um belo sofredor, um destroçado tragicamente, mas tornar-se um macaco, vós belos e grandes? O banal e eternamente ridículo, o indizivelmente gasto e usado nunca vos foi depositado nas mãos…
Ela continuava sentada ali chorando—e se fosse real?… Se for uma moça decente, o que não lhe deve ter custado entrar no quarto de dormir de um homem desconhecido!”
(os grifos na cena são todos meus).
[8]
Mais uma vez, sou obrigado a simplificar em demasia, no caso, o rico,
complexo e ambíguo panorama traçado por Noll em seu livro. Mas
acompanhemos alguns trechos: “Muitos grupos völkisch
transformaram as noções de pureza racial em ideais quase de ciência e
religião… O historiador Ekkehard Hieronimus fez um levantamento do
fascínio pela religião germânica… No século XIX, grupos neopagãos
dedicados a reviver os mistérios germânicos assumiram a pesquisa sobre o
passado alemão. E, de fato, o retorno à Idade de Ouro e à vida
´natural´ dos teutos foi freqüentemente invocado por grupos alemães em
busca de renovação ou renascimento… À secularização de conceitos
burgueses/protestantes como a família, a comunidade e a idéia de morte
sacrificial, correspondia nesses grupos um patriotismo cada vez maior,
que traçava paralelos entre o martírio de Cristo e o martírio de heróis
nacionais como Siegfried… A morte sacrificial e a identificação do deus
cristão com o deus teutônico eram temas que em 1912 reapareceriam com
destaque numa obra extraordinária, Metamorfoses e símbolos da libido, de Jung” [esse
é provavelmente o primeiro livro importante do ex-discípulo de Freud, e
atualmente é editado com o titulo da sua ampla revisão posterior, Símbolos da Transformação, volume 5 das Obras Completas). Noll fala de um importante editor de obras de tendência völkisch, Eugen Diederichs: várias de suas edições foram encontradas na biblioteca de Jung, o qual “citava essas obras, sobretudo em Metamorfoses e símbolos da libido, um livro que repudiava a ortodoxia cristã e promovia o misticismo völkisch do culto ao sol. Na década de 1890, muitos indivíduos völkisch
acreditavam que o sol era o único Deus dos verdadeiros alemães… A
suástica, um antigo símbolo indiano para a contínua regeneração da vida
foi colocada num círculo que representava o sol… A suástica nesse disco
branco simbolizava as energias ressurgentes da vida… Graças à
influência de figuras destacas como Diederichs e os autores que
publicava, o interesse no simbolismo das mandalas dos antigos arianos
começou a se espalhar pela Europa germânica. Jung, por exemplo, traçou
sua primeira mandala em 1916 e mais tarde comentou sua importância como
símbolo do ´self´ou do ´deus-imagem interior´ (todo esse imaginário pode ser encontrado nas páginas de O livro vermelho e a edição reproduz as mandalas criadas por Jung).
O livro de Noll (que é de 1994) foi traduzido no Brasil (por Mário Vilela) e lançado pela Ática em 1996.
Autoria : Alfredo Montemontedeleituras.blogspot.com
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